terça-feira, 5 de março de 2019

Lumaconi com molho de abóbora e cogumelos

Chegou Março e estamos a um passito da Primavera!
O tempo corre apressado e tenho tentado ao máximo organizar as refeições da semana ao fim-de-semana (um tal de meal prep). Na verdade, sou mais uma aproveitadora do que organizadora.
E passo a explicar; sempre que ligo o forno para fazer uma determinada comida aproveito e enfio para lá mais umas quantas. E assim, enquanto a carne assa ao domingo, saem também umas papas de aveia no forno, eventualmente um bolo, umas maçãs assadas ou um gratinado para a semana.
Este domingo assei 1 abóbora e aproveitei uma parte para a sopa e a outra metade para um prato de massa.
Adoro pratos de massa e adoro massa gratinada!
Esta ficou muito boa e rendeu alguns almoços que o Mr. Frango também gostou desta versão vegetariana :)
Ingredientes:
cerca de 400gramas de abóbora
300gramas de cogumelos frescos
250ml de leite (usei de soja, pode ser qualquer um)
100ml de natas (usei de soja)
massa a gosto (usei lumaconi)
1 cebola roxa
tomilho, sal, azeite, pimenta e especiarias a gosto


Preparação:
Asse a abóbora cortada a meio e tempere com sal, pimenta e tomilho durante cerca de meia hora ou até estar assada.
Reserve.
Salteie os cogumelos com a cebola roxa e tempere-os com sal, pimenta, tomilho ou outra especiaria que goste.
Retire a casca da abóbora e coloque o "miolo" num robot de cozinha. Junte o leite e as natas. Triture tudo e verifique os temperos.
Coza a massa seguindo as instruções da embalagem e reserve.
Por fim, numa travessa de ir ao forno distribua a massa escorrida, os cogumelos e o molho de abóbora cremoso.
Polvilhe com queijo a gosto e leve ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 20 minutos ou até estar com aspecto dourado.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Panquecas de abóbora e laranja para o Dia dos Namorados

Fevereiro é, entre outras coisas, sinónimo de dia dos namorados.
Detestem ou adorem (por aqui nunca ligámos muito) é sempre a desculpa perfeita para um miminho culinário.
Estive a rever as propostas de receitas de anos anteriores e há um pouco de tudo. Desde bolos na caneca ( haverá algo mais rápido e fácil? receita aqui), a brownies (aqui), pudim de pão e morangos (aqui) ou trufas de batata doce (aqui).
Para este dia dos Namorados que se aproxima a passos largos deixo-vos estas panquecas tão coloridas.
Começar o dia com panquecas é algo que me deixa logo bem disposta. Cá em casa só é possível ao fim-de-semana (eu bem tento fazer uma tonelada ao domingo para ter algumas para os pequenos-almoços da semana mas é para esquecer! Entre o pequeno-almoço e o lanche lá se vão elas).
E claro, Happy Valentine's Day!
(receita alterada da Carolina Granja)
Ingredientes:
80 gramas de abóbora assada
40 gramas de farinha de espelta
10 gramas de farinha de côco (pode usar tudo farinha de espelta ou outra)
3ovos
raspa de 1 laranja
canela e açúcar q,b

Preparação:
Triture todos os ingredientes num liquidificador ou robot de cozinha.
Coloque um pouco da massa numa frigideira anti aderente em lume médio. Quando começar a fazer pequenas bolhinhas, vire a panqueca, deixe cozinhar mais um minuto ou até estar cozinhada.
Sirva com iogurte, avelãs, canela, fruta ou outros toppings a gosto!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Um fim-de-semana de experiências no Santiago Hotel Cooking and Nature

Não queria começar as partilhas de receitas neste novo ano sem antes fechar por completo 2018.
2018 foi um ano particularmente mau para estes lados. No meio de uma "carrada" de más notícias surgiu um convite inesperado.
A primeira reacção foi recusar. Nestas alturas vale-me sempre o Mr.Frango que me puxa à razão.
Já há muito que queria visitar o Santiago Hotel Cooking & Nature e a costa alentejana. Três dias no paraíso, com um grupo de bloggers de culinária e workshops de culinária com chefs parecia-me algo impossível de recusar.
Quem me acompanha no instagram talvez tenha visto os stories que fui fazendo mas, devo dizer que, pela primeira vez em algum tempo consegui parar (de corpo e cabeça), deixar a máquina fotográfica de lado (pensei se deveria fazer este post porque tirei pouquíssimas fotos) e simplesmente desfrutar.



Bem, já tinha namorado várias vezes o site do Hotel porque na verdade é um hotel lindíssimo. Mas quando cheguei para o check in senti-me verdadeiramente em casa. Estávamos em Dezembro, logo da porta de entrada conseguimos ver a cozinha, toda ela aberta para uma sala de jantar. Sofás, lareira, o que se pode pedir mais?
Boa companhia e um bom vinho? Acertaram!
Para mim é sempre um prazer rever o Célio. Com ele está garantida a diversão e boa conversa. Mas foi igualmente especial conhecer pessoalmente duas pessoas que seguia há anos; a Joana Roque e a Luisa Alexandra.
Vou confessar-vos que das coisas que mais adoro na vida é viajar com o Mr. Frango, mas...poder passar um fim-de-semana com pessoas com quem temos os mesmos interesses, gostos e com quem a conversa flui como a água, bem isso é uma sorte fenomenal!

E assim, em menos de nada estávamos todos com as mãos na massa, a fazer pizza!
Sexta à noite, pizza e bloggers de culinária? Claro que começámos logo a pensar em trocar o descanso de sábado de manhã por uma ida ao mercado de Santiago do Cacém com o chef  e o staff tão simpático do hotel.
Já sabem por outros relatos de viagens que fiz aqui que o que gosto mesmo em viajar é andar a pé pelas cidades e visitar mercados (e supermercados, desculpem mas se for noutro país tenho mesmo de ver embalagens e os produtos que por lá se vendem :)
Claro que também fomos postos à prova! E peixe comprado, fresquinho ali da costa, tínhamos de o amanhar e filetar. Amanhar peixe até estou habituada porque viver a 200 metros do mar traz esse benefício mas aprender com o chef a fazer filetes (quase) na perfeição, isso sim foi uma aula que valeu por 1000!
O almoço claro, foi peixe e legumes grelhados no ofyr. Sim um ofyr. Nunca tinha ouvido falar mas é um grelhador maravilhoso que existe lá no hotel. (Juro que já sonhei em ter um jardim só para pôr lá um ofyr).




Como se comer não fosse suficiente, fomos conhecer a destilaria Black Pig. Gin e medronho alentejano e uma produção de porco preto. A nós juntaram-se algumas pessoas que estavam nesse fim-de-semana no hotel. Achei fantástico que o próprio hotel, para além dos workshops diários e gratuitos que disponibiliza, também tenha ótimas sugestões para quem quer conhecer um pouco mais daquela zona alentejana.
Acabámos a noite a provar uma ma-ra-vi-lho-sa carne maturada e em plena converseta nos sofás do hotel.
Mas o melhor de ficar num hotel, desculpem, é o pequeno-almoço!
E nisso o Santiago Hotel tem uma variedade e opções para todos os gostos. É difícil resistir! Ao pequeno-almoço e à vista sobre a cidade de Santiago do Cacém. Absolutamente deslumbrante ao pôr-do-sol!


Acabámos esta viagem gastronómica com um último workshop de bolachas de Natal em conjunto com outros clientes do hotel e invadimos a cozinha para o Célio preparar o seu conceituado Bolo Rainha (eu sei que o Natal já passou mas experimentem a receita dele que é deliciosa).
Dizer adeus não foi fácil, até porque tivemos uma despedida incrível! Pratos de autor confeccionados pelo Chef Águas. Tártaro de peixe galo, espadarte rosa com puré de ervilha e a pintura comestível de pombo bravo, bolota e marmelo! Para sobremesa claro, o bolo rainha do Célio!





Só posso agradecer o convite e a companhia fantástica da Maria, Joana, Luisa e Célio. Podem também ver um resumo destes dias no destaque Viagens no meu perfil de instagram e claro, o vídeo da Luisa Alexandra que nos faz recordar tão bem esses dias.
Para quem quer passar uns dias diferentes, longe do stress, com ou sem miúdos e muito boa comida, aconselho!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Bundt cake de Chocolate e café e um Feliz Natal


Como prometi no instagram, cá estou eu (novamente a horas impróprias) para vos deixar a receita do bolo mais bonito da história deste blogue.
Quem vai passando aqui no blogue com alguma frequência já reparou que eu sou mais salgados e os meus bolos (apesar de saborosos) não são nenhum deslumbre à vista.
Basta percorrer o instagram ou o pinterest para ficar completamente envergonhada com os meus bolos. Há, de facto, pessoas com um talento imenso no que toca à pastelaria. Acredito genuinamente que é uma arte da qual não fui dotada mas da qual não desisto. Muito menos quando finalmente descobri a receita para um bolo lindo: seguir a receita e uma forma de bolos bonita.
Seguir uma receita pode ser uma tarefa difícil para pessoas como eu, que gostam de dar um twist e reduzir nalguns ingredientes. Já uma forma bonita pode ser uma paixão à primeira vista. 
Apaixonei-me por esta forma Crown Bundt (que veio desta loja cheia de coisas lindas para quem gosta de culinária, LeCuine) e agora os meus bolos fazem um brilharete por onde passam.
Por isso, este bolo não vai faltar na nossa mesa de Natal! Não que faltem outras sobremesas, mas porque um bolo bonito, com uma bela calda de chocolate fica bem em qualquer mesa.
Da minha parte só vos quero desejar um Santo Natal. Que o passem da melhor maneira, com os vossos, com saúde (e um bocado offline!) a viver o melhor que a vida tem.
Feliz Natal!

(receita ligeiramente adaptada do  livro United States of Cakes)
Ingredientes:
240gr de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
150 gr de manteiga com sal
60 gr de cacau em pó
1 café
150 ml de água
200gr de açúcar
200gr de sour cream (usei iogurte grego)
2 ovos
Calda de Chocolate:
50gr de manteiga 
100gr de chocolate negro


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Misture a farinha, o fermento e o sal num recipiente.
Leve a manteiga ao lume a derreter, adicione o cacau, o café expresso e a água e misture bem.
Retire do lume, deixe arrefecer um pouco e adicione o açúcar, o iogurte grego ou quark e os ovos, mexendo sempre.
Com a ajuda de uma batedeira misture os ingredientes líquidos à mistura da farinha, misturando bem.
Coloque a massa numa forma de bolos previamente untada e leve ao forno cerca de 45 minutos ou até estar bem cozido.
Para a calda, derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria até ficar numa calda brilhante. Decore o bolo com a calda de chocolate.





quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Crackers de parmesão, azeitona e tomate seco




E chegámos novamente ao Natal!
Não há como negar; o tempo passa rápido como um raio!
E como é hábito por estas bandas, Natal significa receitas novas aqui no blogue. Sugestões de receitas fáceis para a noite de Natal ou presentes comestíveis para oferecer.
Este ano não podia ser de outra maneira e aqui estou eu (em horários pouco dignos) a deixar-vos mais uma receita de bolachas.
Mas engane-se quem pensa que são mais uma bolachas de Natal! Estas bolachas (ou crackers) são feitas com todo o amor e carinho para os amantes de uma boa tábua de queijo, enchidos e um copo de vinho.
Acreditem que um frasco destas crackers, um queijo (de preferência de cabra que AMO) e uma boa garrafa de vinho e era o cabaz de Natal perfeito para mim.
Bem, posto isto venha daí a receita. Só digo uma coisa; experimentem e depois digam alguma coisa :)
Para quem, como eu, for uma cheese lover aposte num queijo curado de sabor mais intenso para um upgrade no sabor.
Para os gulosos, esperem pela receita das bolachas doces ou pesquise aqui no blogue porque não faltam bolachas mais decadentes :)

Ingredientes:(para cerca de 1 frasco grande)
70gr de queijo parmesão
50 gr de azeitonas pretas sem caroços
100gr de manteiga
50 gramas de tomate seco
250gr de farinha de trigo sem fermento
1 colher de chá de orégãos secos
sal q.b


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Forre um tabuleiro com papel vegetal e reserve.
Num robot de cozinha (ou liquidificador) triture o queijo, as azeitonas e o tomate seco.
A esta mistura adicione a manteiga e a farinha aos poucos envolvendo bem até ter uma massa. Junte os orégãos e uma pitada de sal.
Com a massa forme uma bola e envolva em película aderente e leve ao frigorífico durante uns 30 minutos.
Polvilhe a bancada com farinha e divida a massa em partes. Estenda e com um cortador de bolachas, corte a massa. Disponha no tabuleiro, polvilhe com uma pitadinha de sal (opcional) e leve ao forno cerca de 15 minutos ou até estarem cozinhados.
Depois de frias, coloque num frasco ou caixa herméticas.




















terça-feira, 6 de novembro de 2018

Caril de lentilhas e batata doce


Depois do meu último post (ou direi desabafo) cá estou eu com mais uma receita e preparadíssima para mais um Inverno!
E se chegaram os dias frios, chegaram também as receitas quentinhas e aconchegantes.
Para mim caril é uma delas!
Não sou a maior fã do Mundo de caril de frango (mas gosto muito de caril, só contradições portanto!) e, por isso, estou sempre "à cata" de novas combinações.
Para ajudar à festa, fiz o caril num dia chuvoso, frio e que, por coincidência, a minha mãe me deu um ramo da "erva do caril" ( sim, aquele raminho na foto).
Segundo ela, deram-lhe e ela plantou um vasinho em casa. E claro, quem vai beneficiada sou eu!
Experimentei juntar um bocadinho a esta receita da Márcia, e deu-lhe um toque fenomenal!























(receita ligeiramente adaptada do blogue Compassionate Cuisine)

Ingredientes (para 4):
1 cebola picada
1 dente de alho esmagado
1 colher de chá de gengibre fresco picado
1 colher de chá de caril em pó
1/2 colher de chá de paprika
2 batatas-doce cortadas em cubos
1 chávena de lentilhas vermelhas
300 ml de leite de coco
100 gr de cogumelos (usei marron)
2 chávenas de água
sal, azeite e salsa q.b
umas folhinhas de erva de caril

Preparação:
Refogue a cebola, o alho e o gengibre no azeite. Junte as especiarias, envolva e adicione a batata-doce e os cogumelos. Mexa e salteie por 1 minuto.
Junte a água e o leite de coco. Deixe ferver cerca de 5 minutos.Tempere com sal.
Adicione as lentilhas (previamente demolhadas)  e deixe cozinhar cerca de 15 minutos ou até estarem cozidas.
Polvilhe com salsa e sirva com arroz basmati.
Bom apetite!

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

7 anos de Frango e um bolo, claro!



Não me perguntem como passaram 7 anos porque, na verdade, até estou um bocado atordoada!
Passaram rápido demais!
7 anos que me trouxeram muitos desafios, muitas conquistas, muitas superações e muitas pessoas à minha vida.
Há 7 anos, quando comecei este blogue estava numa fase de indefinição profissional. Tinha regressado de Lisboa depois de 2 anos de trabalho intenso, de experiências muito enriquecedoras  mas onde fui também muito explorada.
Voltei com o coração vazio e sem rumo. Desanimada e com uma auto estima na rua da amargura.
Cozinhar e o blogue tornaram-se a melhor parte dos meus dias. E nos anos seguintes foi aumentando o gosto pela fotografia, pela cozinha e pelas pessoas que ia conhecendo neste caminho.
Há pouco tempo li um post da querida Teresa (o Lume Brando foi dos primeiros blogues que comecei a seguir muito antes de ter o meu. Gostava tanto dos bolos dela e tinha-a quase como um ídolo que nunca me vou esquecer o dia em que a conheci :)) em que falava um pouco de como "isto de ter um blogue" se transformou ao longo dos anos.
Cada dia vemos nascer mais bloggers (ou instagramers ou youtubers) que começam algo de raiz já tão bonito e profissional (e com vista o lucro) que me fazem questionar o que ainda estou aqui a fazer!
É preciso tempo e dedicação para alimentar um blogue. E nem sempre é fácil arranjar uma destas duas coisas.
A minha vida mudou tanto nestes 7 anos. A nível profissional e pessoal. E o tempo, esse bandido, assim como as prioridades mudaram.
Há dias em que penso em escrever o último post. Nesses dias vou às estatísticas do blogue. Mesmo sem escrever todos os meses tenho um número bastante simpático de visitas.
Pergunto-me porquê que as pessoas continuam a chegar aqui. Quem estará desse lado. O que espera encontrar. Tenho tantas questões. Tantas dúvidas sobre como seguir em frente para mais um ano de Frango.
Mas, apesar das dúvidas, é aqui que me sinto bem. Mesmo não sendo tão assídua como gostaria. Mesmo não partilhando tantas experiências com outras bloggers como em tempos trocámos (e que belas recordações).
Talvez já faça parte de uma "velha" geração de bloggers. Não sei. Só sei que me sinto muito agradecida a quem, ao longo destes 7 anos foi passando por aqui.
Vou continuar! Por mais 1 ano...ou 10.  Não sei. Mas também não é esse o encanto?
Obrigada!
E agora a receita!







Ingredientes:
(receita da massa deste blogue do blogue Lume brando)
3ovos
100ml de azeite
1 banana madura esmagada
100gr de açúcar de coco
135gr de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
50 gr de chocolate negro picado
200ml de natas
1 colher de sopa se açúcar
gotas de 1/2 limão
110gr de açúcar mascavado,  90ml de leite de soja e água qb para fazer o molho de caramelo

Para o curd de maracujá:
Obrigada Ana Miguel pelos maracujás ;) you made my day!
70gr de açúcar
1 dl de água
polpa de 5 maracujás
2 gemas
40 gr de manteiga

Preparação:
Para o caramelo: Leve o açúcar ao lume com um bocadinho de água só para cobrir. Deixe caramelizar. Quando estiver a borbulhar e com cheiro a caramelo retire do lume e com cuidado junte o leite de soja (ou normal). Reserve.
Numa taça bata o azeite com o açúcar e a banana esmagada. Junte os ovos, mexa bem e adicione o caramelo. Envolva a farinha e o fermento e por último adicione o chocolate picado.
Coloque numa forma e leve ao forno pré-aquecido a 180º e deixe cozer o bolo cerca de 40 minutos ou até está cozido.
Para o curd coloque todos os ingredientes num tacho e leve ao lume muito baixo (brando) até começar a engrossar, mexendo sempre. Retire do lume e reserve.
Bata as natas na velocidade máxima durante cerca de 2 minutos e depois reduza de velocidade, juntando uma colher de açúcar, sem parar de bater. Quando as natas ficarem mais sólidas junte algumas gotas de limão e continue a bater até ficar parecido a chantily.
Corte o bolo ao meio e recheie com as natas e uma parte do curd de maracujá.
Cubra o bolo com as restantes natas e decore com o restante curd.



quinta-feira, 19 de julho de 2018

Espetadas de lulas e um salteado de Verão




Hoje ouvi na rádio que o Verão é mais cansativo que o Inverno.
Há tantos festivais, tantos picnics, almoços de família, jantaradas de amigos, praia, passeios ao pôr-do-sol. Uffa uma canseira!
E não é a melhor canseira de sempre?
Apesar deste Verão estar a ser um tanto atípico, graças a este tempo instável de ora chove ora está calor, é Verão!
Os dias são longos e a vontade é sempre outra.
Por isso, não queria deixar de passar neste meu cantinho para deixa uma sugestão a chamar definitivamente o sol e o calor.
Umas espetadas de lulas que rimam com férias (preciso taaaaantooo) e cheiram a mar.
Vamos lá Verão!

(para quem precisa de sugestões de férias faça um scroll aqui pelo blogue. Há posts sobre Itália, a zona da Arrábida, Córdoba, ou simplesmente uma receita fresca!

Ingredientes:
12 lulas
2 dentes de alho
1/2 courgette
azeite q.b
flor de sal q.b
1/2 limão
1 cebola picada
salsa, cebolinho ou coentros a gosto
1 colher de sopa de molho de soja

Preparação:
Lave as lulas e retire os "tentáculos" das mesmas. Coloque os tentáculos à parte.
Numa taça misture as lulas com os dentes de alho picado, o azeite e o sumo do limão. Deixe marinar pelo menos 30 minutos.
Coloque as lulas nos paus das espetadas e leve a grelhar. (uso daqueles grelhadores de fogão normalíssimos).
Para aproveitar os tentáculos, salteie a cebola e a courgette num fio de azeite. Junte os tentáculos e vá mexendo.
Adicione o molho de soja e deixe cozinhar 5 a 10 minutos até os tentáculos ficarem tenros.
Polvilhe as espetadas com ervas frescas e um fio de azeite. Sirva com uma salada e bom apetite!

domingo, 13 de maio de 2018

Um prato de massa e uma viagem por Itália



Tenho "tropeçado" várias vezes na pasta "Itália" no meu computador, com um nó imenso no coração de não arranjar tempo (sim, mais uma vez o tempo) de ver, escolher e tratar essas fotos.
Já escrevi aqui alguns "relatos" de viagens (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e são provavelmente os posts que me dão mais prazer escrever.
Na verdade é um bocado parvo fazer um post sobre a minha viagem a Itália porque já passaram uns largos meses e alguns detalhes já se foram. Mas, dizia-me alguém na semana passada, devemos fazer aquilo que nos dá prazer. Sim, hoje em dia ninguém lê blogues. Sim, hoje em dia só interessa o instagram. Então porque não partilhar aqui uma receita de massa tão simples, com ingredientes da época e que na sua simplicidade me fizeram lembrar os pratos de massa italiana.

Bem, começo por dizer que sempre quis ir a Itália. Mas a viagem em si foi a primeira (e provavelmente a única) viagem por impulso.
Como contei neste blogue em alguns posts, o meu sonho de criança e adolescente foi sempre o de viajar. Porém, não tive pais ricos nem que tivessem muita vontade de descobrir o Mundo (verdade seja dita!) e quando me licenciei o país entrou naqueles anos negros de que todos nos lembramos (e a minha geração ainda mais) e de repente, cheguei aos 30 com um Cv cheio de estágios mas nada de emocionante para contar.

Sugeri Itália numa conversa com o Mr.Frango ao que ele respondeu "hmmm não me parece, mas sei lá, organiza isso".
E pronto, fui para o computador e em menos de nada tinha viagens, hoteis, museus e um sem fim de coisas compradas. 



Começamos por Roma. 
Sempre me disseram que para ir a Itália tínhamos de começar por Roma.
Devo fazer aqui um à parte. Eu e o Mr.Frango somos completos malucos em viagem. Andamos imenso a pé e visitamos tudo o que há para ver sem molengar muito. Juro que ainda estou para perceber que super poderes adquirimos nesses dias, mas tivemos de arranjar uma solução para ocupar o 3º dia destinado a Florença  (à frente conto-vos tudo).

Estivemos 2 dias em Roma e visitámos os sítios mais importantes que encontram em qualquer tripadvisor ou semelhante. Fomos ao Coliseu, Palatino e Fórum Romano. Visitámos a Fontana di Trevi que me surpreendeu pelo tamanho (juro que pensava ser uma fonte pequenina), o Panteão, a Piazza Navona e de Spagna.
Um dos sítios que mais gostei em Roma foi sem dúvida o Vaticano e seu Museu. Vale cada cêntimo  do bilhete (comprei online). Fomos também à Praça de S.Pedro e ao Castelo de São Angelo.
Mas, e graças às dicas da minha Marmita , fomos a um restaurante na zona trastevere, que para além de ter a melhor comida italiana que comi em toda a viagem (ainda sonho com aquela pasta) é uma zona lindíssima  e sem aquele aglomerado de turistas. Uma Roma "mais pura" que sem dúvida recomendo.


De Roma apanhámos o comboio para Florença. A rede de comboios italiana é muito boa e Florença era a cidade que mais queríamos visitar. 
Apesar de termos gostado muito de Roma, tivemos um azar descomunal com as pessoas. Todas muito antipáticas, e se perguntávamos por alguma informação simplesmente diziam que não davam.E claro, é uma cidade apinhada de turistas.

Chegámos a Florença com a ideia de termos uns dias mais calmos e aproveitarmos mais a cidade. E que cidade!
Chegámos cheios de fome e a primeira paragem obrigatória foi o Mercato Centrale Firenze que em português podíamos chamar de Mercado da Ribeira em Lisboa, pois o conceito é o mesmo.
Pizza e arancines. Quem me segue pelo instagram acompanhou a saga dos gelados e comida hehe


Em Florença há imenso para ver...e comer!
Destaco o Duomo, a catedral ENORME. sim é mesmo enorme e o centro de tudo.
Adorei a galeria Uffizi e é mesmo um MUST SEE. Foi o único museu que não comprámos bilhete porque ao comprar online eles adicionavam outra exposição e ficava bastante mais caro. Acabámos por ter uma sorte enorme e comprar no local, estando na fila para entrar cerca de 15 minutos.
Nesta viagem tivemos de fazer escolhas e escolhemos a galeria Uffizi em vez da Accademia.
Um sítio bonito de Florença é a Piazza della Repubblica, principalmente à noite porque é cheia de animação.
A não perder em Florença: o mercado da cidade, principalmente se vão cozinhar lá ou se adoram visitar mercados como nós, a ponte vecchio. Para quem adora a altura do sunset como nós aconselho a fazerem um na ponte Vecchio e outro na Piazalle Michelangelo que é só um miradouro fantástico de toda a cidade. Vale bem o sacrifício de subir aquilo tudo a pé (também há pizzas e gelatos para abater).


Há imensas praças a descobrir em Florença e não vou enumerar todas, apenas a melhor refeição que fiz em Florença e que deve ser ponto obrigatório se forem lá.
All' antico Vinaio. Foi SÓ considerado a melhor comida de rua de Itália e merece todo o meu destaque. São os melhores paninis de sempre, são gigantes e custam 5 euros. Muito bom, doses muito generosas e barato. Queria ter lá voltado para experimentar outras combinações mas não consegui.

E quando se vê tudo em 2 dias o que se faz ao 3º dia?
Esta sempre foi a nossa questão. Queríamos muito alugar um carro e passear pela Toscana. Sim, esse era um sonho mas todas as pessoas que conhecemos que alugaram carros em Itália tiveram péssimas surpresas com multas. Por outro lado também queríamos muito ir a Cinque Terre mas sabíamos que num dia, ir e vir ia ser muito complicado.
Estávamos nesta indecisão quando "tropeçámos" por aquelas papéis e nunca lemos de tours. Não sei porquê li e fui ver a internet o que diziam dessas tours.
Os comentários eram excelentes e decidimos arriscar numa viagem de um dia  Cinque Terre com um trekking entre duas vilas.




Posso-vos assegurar que se tivéssemos de escolher um dos sítios que mais gostámos de toda a viagem, muito provavelmente Cinque Terre estaria em primeiro.
Cada uma das cinco terras conquistou o nosso coração. Podem ver pelas fotos a razão :)



Para acabar este relato (que já vai extenso e ainda há uma receita no final) no último dia rumámos a Bolonha. Na altura que comprei os bilhetes de avião era mais barato vir de Bolonha e o bilhete de comboio também ficava baratinho ( não quero mentir mas a viagem também é curta, 30 minutos a 1hora).



Fomos pela manhã e como só tínhamos o avião ao final do dia tentámos explorar a cidade, ainda que cansados e com as malas ás costas. Mas Bolonha surpreendeu-nos. É uma cidade lindíssima que pode ser visitada em dias de chuva, já que quase toda a cidade era ligada por arcadas. 
Tivemos a felicidade de encontrar um mercado  (do género Mercado da Ribeira) com comida maravilhosa e onde nos abrigámos da chuva que também se fazia sentir.

E pronto, acho que me esqueci de algumas coisas por isso é provável que este post tenha updates futuros :)
E agora vamos à receita!
Se há coisa que fiquei maravilhada foi com a simplicidade da comida deles.

Esparguete com favas e pesto de ervilhas
Ingredientes (para 2):
Massa a gosto
200 gramas de favas descascadas

para o pesto:
1chávena de ervilhas
2 colheres de sopa de amendoim
1 raminho de hortelã (usei salsa porque era o que tinha)
sumo de 1/2 limão
2 dentes de alho
2 colheres de sopa de azeite
1 fatia de bacon
parmesão a gosto
uma pitada de sal


Preparação:
Coza a massa e as favas e reserve.
Para o pesto, coza as ervilhas e reserve.
Junte as ervilhas e todos os ingredientes acima referentes ao pesto e triture num robot de cozinha.
Misture o pesto com a massa e as favas e polvilhe com queijo parmesão ralado na hora.