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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Caril de lentilhas e batata doce


Depois do meu último post (ou direi desabafo) cá estou eu com mais uma receita e preparadíssima para mais um Inverno!
E se chegaram os dias frios, chegaram também as receitas quentinhas e aconchegantes.
Para mim caril é uma delas!
Não sou a maior fã do Mundo de caril de frango (mas gosto muito de caril, só contradições portanto!) e, por isso, estou sempre "à cata" de novas combinações.
Para ajudar à festa, fiz o caril num dia chuvoso, frio e que, por coincidência, a minha mãe me deu um ramo da "erva do caril" ( sim, aquele raminho na foto).
Segundo ela, deram-lhe e ela plantou um vasinho em casa. E claro, quem vai beneficiada sou eu!
Experimentei juntar um bocadinho a esta receita da Márcia, e deu-lhe um toque fenomenal!























(receita ligeiramente adaptada do blogue Compassionate Cuisine)

Ingredientes (para 4):
1 cebola picada
1 dente de alho esmagado
1 colher de chá de gengibre fresco picado
1 colher de chá de caril em pó
1/2 colher de chá de paprika
2 batatas-doce cortadas em cubos
1 chávena de lentilhas vermelhas
300 ml de leite de coco
100 gr de cogumelos (usei marron)
2 chávenas de água
sal, azeite e salsa q.b
umas folhinhas de erva de caril

Preparação:
Refogue a cebola, o alho e o gengibre no azeite. Junte as especiarias, envolva e adicione a batata-doce e os cogumelos. Mexa e salteie por 1 minuto.
Junte a água e o leite de coco. Deixe ferver cerca de 5 minutos.Tempere com sal.
Adicione as lentilhas (previamente demolhadas)  e deixe cozinhar cerca de 15 minutos ou até estarem cozidas.
Polvilhe com salsa e sirva com arroz basmati.
Bom apetite!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Cogumelos recheados com alho francês e ricotta

Janeiro chegou e trouxe com ele um ano novo. Ano par, tal como eu gosto!
Decidi que este ano não ia fazer grandes planos, ia-me deixar ir um pouco ao sabor do vento. Logo depois pensei que seria bom "parar" um bocado entre Janeiro e Março e dedicar mais tempo a mim. Tempo para ler e estudar o que tem ficado perdido bem lá no fundo das to do lists, tempo para ver mais filmes e séries (sim, eu preciso de ver mais filmes, é essencial para a minha criatividade!!), tempo para me dedicar ao ginásio (ou ele a mim, ou termos uma relação de jeito!!!). Enfim, tempo.
Sempre e constantemente o tempo, o grande ditador da minha vida.
Claro que o Universo se lembrou imediatamente de me "tramar". Isto para ver se aprendo de uma vez por todas a deixar de planear. Para ver se deixo de ser tão racional quando posso simplesmente viver o meu dia-a-dia. Sem medos. Sem planos.
Vou ver se consigo!. Acho mesmo que este é o meu grande não-plano para 2018.
Relaxar mais. Relaxar perante a vida. Porque no fim de contas ela tem sido muito boa para mim.
Deixa rolar!


Ingredientes:
4 cogumelos portobellos grandes
1 alho francês (parte branca, eu uso imenso a parte verde)
150gr de queijo ricotta
1 dente de alho
azeite e sal q.b


Preparação:

Retire os pés dos cogumelos e corte em pedaços.
Corte o alho francês em rodelas finas e leve a saltear em azeite.
Junte os pés dos cogumelos e o dente de alho esmagado. Tempere com sal e pimenta a gosto.
(Se gostar pode acrescentar bacon ou linguiça, neste caso não usei)
Salteie cerca de 5 minutos ou até estar cozinhado. Retire do lume e junte o queijo ricotta.
Recheie os cogumelos com o preparado e leve ao forno pré-aquecido a 180º  cerca de 20 minutos a gratinar.
Acompanhe com uma salada.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Massa com cogumelos, espinafres e ovos escalfados


Cá estamos nós para mais um Outono. 
Apesar dos dias quentes que se têm sentido, hoje dou por mim em plena melancolia outonal. Dou por mim a recordar que há 2 meses estava em Itália e, na verdade, parece que passaram muitos mais meses.
Os dias passam a uma velocidade louca e a lista de tarefas não há maneira de diminuir. Não me queixo. Até porque sempre fui mais produtiva quanto menos tempo livre tenho.
Mas com a chegada do Outono sabem bem os dias de dolce fare niente no sofá a ver uma boa série e uma refeição reconfortante. Eles virão! Eles virão!
Assim como o tempo para me dedicar ao blogue! Hoje deixei essa questão no instagram porque há dias em que realmente esta falta de tempo me faz pensar em por o blogue em "stand-by".
Hoje quando vim escrever o post tive a minha resposta. Fui às estatísticas do blogue (coisa que já não fazia há muito tempo) e apercebi-me que, apesar de publicar tão pouco, há muitas pessoas que continuam a passar por aqui todos os dias. Muito mais do que poderia imaginar. E isso deixou-me muito feliz e deu-me uma motivação extra para continuar.
Vamos lá :)


Ingredientes:
massa a gosto (usei radiatori integral)
300 gramas de cogumelos portobello
1 punhado generoso de espinafres
1 tomate grande
1 ovo (por pessoa)
1 cebola picada
azeite, sal, queijo parmesão qb


Preparação:
Refogue a cebola em azeite.
Junte os cogumelos cortados grosseiramente e mexa bem.
Retire a pele ao tomate e corte em pedaços pequenos. Junte aos cogumelos. Tempere com sal e orégãos e adicione água até cobrir os cogumelos.
Deixe cozinhar cerca de 10 minutos. Numa panela à parte cozinhe a massa até estar al dente. Escoe e reserve.
Aos cogumelos adicione os espinafres e a massa. Com uma colher "abra" um espaço e coloque os ovos para escalfarem. Deixe cozinhar até o ovo estar pronto.
Sirva de imediato com queijo parmesão ralado por cima.




segunda-feira, 11 de abril de 2016

Canelones de bacalhau e espinafres

Descobri recentemente as maravilhas de viver perto da praia durante o Inverno.
Se no Verão há agitação, pessoas e trânsito, no Inverno, por sua vez, há silêncio, pacatez e nos dias de sol, passear à beira-mar é só a melhor coisa do Mundo.
Mas o que sinto falta no Inverno é de ouvir da janela as peixeiras apregoar pelo "peixe do nosso maaaaaaar". De comprar 5kgs de carapaus a 5euros, levar para casa da minha avó, amanharmos o peixe e colocá-lo nas brasas a assar. Ai sinto tanta falta.
Mas como não vivo sem peixe, no Inverno vou comprando o que se arranja. Mas fico cada vez mais desiludida por nos supermercados praticamente só se vender peixe de aquacultura. (Felizmente por aqui há óptimas peixarias, mas claro, o bom peixe não é nada, nada barato)
Digam o que disserem (e eu conheço os argumentos quase todos) mas em jeito de desabafo sinto-me triste. E se fui cortando, aos longos dos anos, na carne que não é criada lá no quintal dos meus avós, começa-me a acontecer o mesmo com o peixe (que não é do mar ou do rio) e  começo a pensar no que vou estar a comer daqui a 10 anos.
A Maria Midões fez um post recentemente com alguma dúvidas que eu própria já me coloquei. Afinal o que está certo e o que está errado?
É um grande nó na minha cabeça que decidi adormecê-lo com uma receita de conforto, para dias de chuva e de satisfazer a alma :)

Ingredientes (para 2):
folhas de lasanha q.b
2 postas de bacalhau
100 gramas de espinafres (eu coloco sempre a olho :)
2 dentes de alho
azeite q.b
200 ml de leite
1 colher de sopa de maizena
1 colher de sopa de manteiga

Preparação:
Coza as placas de lasanha em água abundante temperada e um fio de azeite. Coloque uma a uma no tacho de forma a não se pegarem e retire-as para cima de uma tábua ou um pano também, uma a uma.
Coza o bacalhau e retire as espinhas.
Numa frigideira salteie os espinafres com azeite e alho. Tempere com sal. Junte o bacalhau, mexa bem e reserve.
Corte as folhas de lasanha ao meio (no sentido horizontal). Recheie com o bacalhau e espinafres e enrole. Coloque cada rolinho numa travessa de ir ao forno.
Leve o leite ao lume com a manteiga. Junte a farinha dissolvida numa colher de sopa de leite e mexa bem até engrossar.
Deite por cima dos canelones, polvilhe com queijo a gosto e leve ao forno até dourar.
Sirva com uma salada.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Cogumelos Shiitake com puré de batata-doce


Os dias de chuva têm travado as minhas caminhadas à beira-mar, mas sempre que o S. Pedro dá tréguas lá vou eu respirar um pouco de maresia.
Tenho tentado criar o hábito de ir de manhã cedo (até porque no inverno é quando há menos vento) para mentalmente planear o meu dia, as tarefas que tenho a fazer e pensar em como sou sortuda em tantas coisas (e assim tentar-me focar no que realmente interessa na vida em vez de remoer nas coisas menos boas que nos acontecem).
Agradeço muitas vezes, em voz baixa, o facto de algumas pessoas terem entrado na minha vida e, sem estar à espera, através delas conhecer outras pessoas igualmente especiais.
Foi o caso da Ana. Sempre que alguém me contacta e diz que vem da parte da Teresa já sei que só pode ser boa pessoa. A Teresa está sem dúvida no top das melhores coisas que este blogue me trouxe e tenho tido a felicidade de ser acarinhada por ela, pessoalmente e profissionalmente também.
Voltando à Ana, não a conhecia mas quando me disse que a Teresa lhe tinha dado o meu número fiquei logo descansada. Falámos por telefone mas percebi logo que para além de genuína tinha uma história que queria muito conhecer.
A Ana é produtora de cogumelos shiitake, cozinha maravilhosamente e faz umas conservas de bradar aos Deuses. Como se não fosse suficiente, ao visitar a sua produção de cogumelos (que é linda linda e onde tive o prazer de fotografar) percebi que a Ana é daquelas mulheres que não baixa os braços perante as adversidades e através das memórias da família está a criar um negócio fantástico.
A Casa do Chascada é um projecto recente na zona da Maia/ Vila do Conde mas muito em breve terá um site e uma loja online. Por enquanto, se quiserem provar os melhores cogumelos que eu já provei na vida podem fazê-lo através do 963 266 298 ou mandar email para  anamoreira@casadochascada.com

Ingredientes:
350 gramas de cogumelos shiitake 
2 cenouras cortadas em cubos
1 alho-francês (usei apenas a parte branca) finamente laminado
1 cebola finamente laminada
1/2 copo de vinho branco
4 colheres de sopa de polpa de tomate (usei Guloso com alho)
1 folha de louro
água q.b
tomilho q.b
azeite q.b
3  colheres de sopa de queijo quarck (opcional)

para o puré:
3 a 4 batatas-doces assadas
leite q.b

Preparação:
Leve ao lume a cebola e o alho-francês a alourar num fio de azeite. Acrescente a cenoura, o louro, os cogumelos (pode cortar a meio ou cozinhar inteiros) deixe saltear um minutinho e acrescente o vinho.
Quando o vinho evaporar adicione a polpa de tomate, mexa bem e cubra com água. Tempere com tomilho e sal a gosto.
Deixe cozinhar cerca de 15 minutos ou até a água desaparecer e acrescente o queijo quarck. Misture bem e reserve.
Para o puré use batatas doce assadas (ou então coza as batatas em água sem a casca até ficarem cozidas) retire e pele e esmague grosseiramente. Adicione um pouco de leite e com a varinha mágica transforme em puré, acrescentando mais leite conforme gostar da consistência do puré.
Sirva com os cogumelos.