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terça-feira, 14 de abril de 2015

Couscous de cogumelos e bróculos romanescos


Da minha lista de desejos nunca fez parte ser agricultora.
Sei que os meus antepassados o foram mas os seus filhos e netos quiseram fugir dessa vida. Tenho uma tia-avó que com 80 e muitos anos diz sempre que a única coisa que queria na vida era casar com um homem que não fosse agricultor e "fugir" para a cidade. E foi o que aconteceu e à terra, só volta de férias.
Os meus avós não fazem da terra vida mas sempre tiveram um pequeno quintal onde cultivam um pouco de tudo e desde pequena que tive a noção que não é "pêra-doce".
Trabalhar a terra requer muito tempo, muita dedicação e muita sabedoria (tudo depende das estações do ano, das fases da lua, etc).
Nos últimos anos comecei por brincadeira a "brincar às plantações". De repente caiu-me "a ficha" de que os meus avós não viveriam para sempre e que tudo o que pudesse aprender com eles seria um bónus na minha vida.
Decidi que iria plantar aquilo que eles não plantavam. Comecei com as framboesas, mirtilos, morangos, bagas goji, tomate cherry, rúcula (um fracasso tenho de admitir), ruibarbo (o meu orgulho hehe), e no ano que passou pastinagas e bróculos romanescos.
Ora comprei a semente e segui as instruções à risca. Fiz o alfobre (uma espécie de vaso onde se plantam as sementes para depois transplantar para a terra). Cerca de um mês depois o alfobre foi atacado por uns caracóis esfomeados :( Sobreviveram uns 5 ou 6 pés.
Decidi fazer um novo alfobre (só para garantir). Mas a verdade é que os pés dos bróculos demoraram imenso tempo para crescer e foram para a terra no pico do Inverno.
Bem, se demoraram tempos infinitos a crescer no alfobre pior na terra. Cada vez que os ia espreitar era uma desilusão. Os meus avós só diziam: "não sei que raio de couves semeaste", "não sei se vai dar alguma coisa de jeito".
Mantive a minha fé e acreditei até ao fim. Até ao dia em que a minha avó disse para ir espreitar as couves.
Pois, no meio das couves nascia algo, algo parecido com bróculos normais mas roxos!!!
Achei que a Natureza estava a gozar com a minha cara, pobre saloia a armar-se em agricultora, mas depois pensei que todo o mal só podia estar nas sementes que tinha usado.
Fomos consumindo os brócolos até ao dia em no meio de folhas de couves, despontavam uns lindos romanescos :) como eu sempre sonhei :)
Pequenos mas perfeitos. Seis meses depois esta história de amor não podia acabar da melhor maneira :) Num prato repleto de simplicidade, onde eles são reis :)

PSSTT PSSTT não se esqueçam que há um passatempo muito saboroso a decorrer! Vejam aqui


Ingredientes:
1 chávena de couscous
1/2 brócolo romanesco 
100 gramas de cogumelos frescos ou secos
1/2 cebola
1/2 colher de chá de paprika
azeite q.b
Preparação:
Separe as folhas exteriores do romanesco e divida os floretes. Numa panela com água com sal, coloque os floretes e deixe ferver por 3 a 5 minutos.
Numa frigideira antiaderente salteie a cebola laminada num fio de azeite. Junte os cogumelos e a paprika e salteie mais uns 2 minutos. Desligue o fogão. Junte os couscous e 1 chávena de água da cozedura dos brócolos.
Tape bem cerca de 5 minutos, destape e com um garfo misture bem.
Sirva morno.
 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Flan de brócolos e batata-doce

Não me lembro de passar tanto tempo sem fazer um post aqui no blogue. Hmm só passaram umas 2, quase 3 semanas mas foram umas semanas loucas, com o Carnaval pelo meio e uma tendinite para finalizar em beleza (not).
No final de Janeiro decidi que ia deixar de ser tão sedentária e pumbas, comecei a zumbar. Gosto muito e faz-me sentir muito bem. A verdade é que passo os dias (e as noites) sentada em frente ao computador. Uma caminhada de vez em quando não era suficiente e por mais peixe cozido com brócolos que coma (que gosto muito) não é isso que me faz emagrecer.
Dou sempre a desculpa que não tenho tempo. Até quero fazer, até quero ir mas não tenho tempo. É verdade, mas tenho descoberto que tudo é também uma questão de organização. Comprei um caderno que anda sempre comigo e no qual faço rabiscos sobre o que tenho para fazer e sobre o que já fiz e articulei tudo de forma a parar mais. Parar para estar com quem gosto. Parar para cuidar de mim e parar para cozinhar. E como gosto de cozinhar :)
(há por aí dicas de como organizar bem o tempo?)
(receita inspirada numa receita da revista Saberes e Sabores , quem me segue no instagram viu que fiz uma limpeza nas revistas culinárias cá de casa hehe)
Ingredientes:
(para 4 pessoas)
2 batatas-doces
1 cebola
1 alho francês
1 cabeça de brócolos pequena
4 ovos
1/2 chávena de natas de soja
pimenta preta
100 gramas de queijo ralado (usei queijo ralado limiano fácil de derreter)
folhas de aipo picado q.b
azeite
vaqueiro liquida

Preparação:
Ligue o forno a 180º
Descasque as batatas-doces e a cebola.
Corte a cebola e o alho francês em rodelas e a batata em cubos pequenos.
Coloque os legumes a saltear num fio de azeite.
Retire os raminhos dos brócolos (guarde os talos mais grossos para uma sopa) lave e junte-os aos restantes legumes. (Se tiver uma tampa-flor Kochblume pode cozer ao vapor os brócolos, faço-o muitas vezes e fica fantástico) Tempere os legumes com uma pitada de sal.
Parta os ovos para uma taça e bata-os com uma vara de arames. Adicione as natas de soja (pode usar molho bechamel) tempere com pimenta e adicione o queijo e um bocadinho de folhas de aipo picado (pode usar salsa ou coentros)
Unte 4 formas individuais com um pouco de vaqueiro liquida, distribua os legumes pelas forma e por cima a mistura dos ovos e natas. Leve ao forno cerca de 30 minutos. Serve como acompanhamento e ou óptimo prato principal.