segunda-feira, 21 de setembro de 2015

4 anos de blogue e um bolo de chocolate!


4 anos! 4 anos!

A minha mãe costumava dizer sempre, em tom de desabafo, que eu nunca acabava o que começava! Talvez fosse um daqueles defeitos que responsabilizamos aos signos. Gémeos! Ora uma típica nativa de gémeos gosta de experimentar muitas coisas ao mesmo tempo :)
A meio ficavam os bordados, os livros, as arrumações.
"Tiveste muita sorte, terminei a licenciatura e o mestrado", respondia eu na brincadeira.
E termino sempre aquilo que me desperta paixão, entusiasmo e que gosto verdadeiramente. Nesses casos, não termino, continuo vida fora.
Esta semana pensei sobre o que me faz continuar "o meu franguinho". E isso levou-me a pensar nestes últimos 4 anos.
Quando comecei o blogue, à semelhança de outros que tive, não queria que soubessem que eu era a autora. Tinha vergonha. Não sei se era vergonha, mas tinha receio sobre o que as pessoas que me conheciam iam pensar.
Aos poucos fui-me "revelando" e os amigos foram descobrindo este espaço. Ninguém disse "mas tu não és chef, porque raio tens um blogue". Não. Acharam piada. Gostaram!
Comecei a ver muitos blogues, muito pinterest, e lembrei-me que a reflex podia fotografar comida e não apenas pessoas.
Conheci pessoas. Dei-me a conhecer.
Sempre entendi que os blogues são reflexos de nós mesmos. Daquilo que gostamos, do nosso estado de espírito, do nosso meio. Por isso, sempre defendi que há espaço para todos. A blogosfera é imensa, mesmo que 10 blogues tenham a mesma receita, ela será apresentada de forma diferente em cada um deles. A fotografia é diferente, a visão é diferente, as palavras são diferentes.
A cada dia que passa nascem novos blogues, alguns deles muito bons. Fico impressionada com o que vejo, quem me dera que os meus primeiros 50 posts tivessem metade da qualidade de muitos que hoje começam.
A cada dia nascem também blogues sem alma, sem paixão, só porque sim. Porque ter um blogue é fixe e as marcas enviam coisas grátis para casa.
Continuo a acreditar que há espaço para todos, mas temos de nos saber respeitar. Não sei se penso assim porque estou habituada a trabalhar em equipa, e quem trabalha em equipa sabe que juntos vencemos. Olhar apenas para o nosso umbigo de nada serve.
Há dias em que a blogosfera me desilude mas há outros, felizmente quase todos, que me traz muitas alegrias.
Obrigada a todos os que estão desse lado.
Obrigada mesmo!
Let´s celebrate! With a Cake!

(Receita retirada deste site)
Ingredientes:
6 ovos +1 clara
200 gramas de farinha
1/4 de chávena de cacau em pó
300 gramas de açúcar
1/2 colher de chá de sal
150 gramas de manteiga
3/4 chávena de café à temperatura ambiente
1 colher de chá de fermento

Recheio:
1/4 chávena de açúcar
2 colheres de sopa de cacau
1 colher de chá de café
200 gramas de manteiga à temperatura ambiente

Glacê:
180 gramas de chocolate negro
4 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de licor (usei licor de chocolate)- opcional
Preparação:
Separe as gemas das claras.
Bata as gemas e misture com a manteiga e o café.
Num recipiente à parte misture a farinha, o cacau, 150gramas de açúcar e o fermento. Faça um buraco e adicione a misture das gemas.
Misture bem.
Bata as claras e junte o restante açúcar. Envolva as claras no preparado anterior.
Coloque numa forma untada e leve ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 40 minutos ou até estar cozido.
Para o recheio, misture bem todos os ingredientes e leve ao frio.
Para o glacê, derreta o chocolate com a manteiga e acrescente depois o licor.
Deixe o bolo arrefecer e corte em 2 ou 3 camadas, conforme prefira. Coloque o recheio e por cima do bolo coloque o glacê.
Decore a gosto.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Uma viagem a Córdoba e o salmorejo cordobês


Como vos tinha contado neste post, Agosto entrou com novas coordenadas e novos trajectos a percorrer.

Duas semanas antes, quando ainda não sonhava com tais desfechos, lembrei-me que já lá iam 5 anos sem sair para férias 5 dias seguidos. Marcar férias apenas com 15 dias de antecedência pode-vos parecer de loucos. Mas, na verdade, para quem trabalha por conta própria , pode não ser muito fácil saber com antecedência se vai ter trabalho em determinada altura, ou não.


Como gostamos de roadtrips pensámos logo em fugir rumo à Costa Alentejana. Mas como era início de Agosto e precisávamos de umas férias diferentes, a segunda alternativa veio com castanholas.
Espanha parecia perfeito. Uma roadtrip pela Galiza, pensei eu, até ver os preços (se puderem marquem mesmo com alguma antecedência e não terão sustos. Prometo ;)


Olhei para o mapa de Espanha de uma ponta à outra e vi Sevilha. Sevilha? A cidade que a Marmita não se cala de dizer que é tudo de espectacular? 
Comecei a pesquisar cidades à volta de Sevilha e encontrei Córdoba. Muitos dos meus amigos já tinham ido a Sevilha mas de Córdoba ninguém tinha falado. Pesquisei no Google e disse logo: É para aqui que vamos :)


Pensei muito se devia fazer este post. Na verdade são as minhas férias e isto não é um blogue de viagens. Mas quando procuro um sítio para ir, nunca sigo as dicas do turismo local, mas sim de blogues. Gosto de ler os relatos e principalmente as fotos, sempre com mais alma do que as fotos tradicionais que enchem as páginas turísticas.

Assim, precisamente um mês depois de eu e o Mr. Frango termos juntado os trapinhos na mesma capoeira, rumávamos numa roadtrip com destino a Córdoba.


Sim, são muitas horas na estrada. Mas percorrer a Estremadura espanhola,com aquelas paisagens que nos fizeram sentir que estávamos na Route 66, não tem preço. Na verdade, e deixo aqui a primeira dica, se forem a Córdoba, visitem em Maio, a Fiesta de los Patios de Córdoba. Primeiro, porque deve ser liiiiindo de morrer. Segundo porque ir a Córdoba e Sevilha em Agosto é a loucura! As temperaturas rondam os 46º (sim, sobrevivi :D) e os 39º à noite (não pensem que à noite melhora, porque o calor é imenso na mesma :)


E realmente este foi o único aspecto menos bom que encontrei nestas férias. Tentei contorná-lo com muitas idas à piscina num hotel que em tudo recomendo. É o Hotel Córdoba Center. Para além de ser perto do centro e da zona histórica da cidade, tem piscina no último piso do hotel, o que é fantástico. Podem ver imagens no meu instagram, onde vão encontrar muitos granizados e tintos de Verano :)


E pronto, divagações à parte, adorei Córdoba.Tinha já planeados alguns sítios que queria visitar. Mas partimos de mapa na mão à descoberta. A primeira paragem foi o Mercado de la Victoria, visita que acabámos por repetir no dia seguinte.

É um sítio fantástico ao estilo do Mercado da Ribeira ou Mercado do Bom Sucesso no Porto. Com uma fusão de restaurantes (e o ar condicionado na temperatura perfeita) experimentámos umas azeitonas recheadas com tâmaras e presunto e com tomate seco e mozarella. Di-vi-nais!
































Entre os legumes, os granizados e os gelados (que atacámos no dia seguinte) os nossos olhos caíram
sobre um prato de cogumelos. Os melhores da minha vida!


Comida, comida e mais comida! Tapeando uma pessoa é sempre feliz :)



Mas Córdoba não é só comida. Se pesquisarem Córdoba no Google, a maior parte das imagens é da Catedral. E uma das coisas que me fez escolher esta cidade é a tão presente influência mourisca. A Catedral é disso exemplo. Mas as ruas, as portas e janelas, as cores, os edifícios, todos fazem lembrar a cultura árabe.


Em Córdoba, a maior parte dos restaurantes, em especial no centro histórico, têm já criado um menu de tapas para turistas. Ou seja, por cerca de 10/12 euros por pessoa, há menus de 5 pratos de tapas para partilhar, o que no início pensamos que é pouco mas no final, é mais do que suficiente. 

Escolhemos sempre tapas diferente típicas da Andaluzia. Mas o salmorejo cordobês nunca falha no menu. Já para não falar nas patatas bravas, batatas aioli, beringela frita, revuelto, flamenquines e fritos, muitos fritos.

No entanto as calorias gastam-se todas a passear. Os pátios de Córdoba, a Calleja de las Flores, a Ponte Romana, o templo romano (muito idêntico ao de Évora) ou o Álcázar de los Reyes Cristianos, são apenas alguns dos locais de visita obrigatórios.


Andaluzia tem mesmo uma cor especial!


Para terminar, trazer-vos só uma cidade, que apesar de linda, não fazia qualquer sentido para mim. Trouxe também uma receita e um blogue que descobri através das minhas pesquisas sobre Córdoba.
Que lo disfrutem :D


Salmorejo Cordobês
Ingredientes:
1kg de tomates maduros
100 gramas de pão
80 ml de azeite
1 dente de alho
1 colher de sal 
1 ovo cozido
presunto
cebolinho q.b


Receita ligeiramente adaptada daqui

Preparação:
Retire a pele dos tomates e corte-os em bocados. Coloque no liquidificador ou num recipiente para triturar. Junte o alho, o pão, o azeite e o sal e triture bastante até ter um creme homogéneo.
Parta o ovo e o presunto em bocados muito pequenos e pique o cebolinho. 
Sirva o salmorejo em taças e por cima coloque um pouco de ovo, presunto e cebolinho.
Uma maravilha para os dias quentes de Verão.


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Bife do Lombo com molho de Vinagre Balsâmico de Modena Gallo

Sempre fui um “bom garfo” mas a vontade de cozinhar não nasceu na infância.
Lembro-me de ajudar a minha mãe e avó a preparar o jantar mas cozinhar por gosto só depois de ter acabado a universidade.
Não sei como se deu o clique mas está relacionado com o meu gosto por “inventar” aliado à curiosidade de experimentar pratos diferentes, de inspirações diferentes.
Se em casa a comida da avó sempre foi muito tradicional e portuguesa, quando tinha de almoçar fora viajava pela China, Japão, passando pela África até ao Brasil.
Seduz-me a mistura dos sabores, texturas e aromas. Com um pequeno toque de uma especiaria, uma aromática, podemos mudar todo o prato.
Um pequeno toque que a minha avó faz por intuito, quando adiciona umas gotas de vinagre ao arroz de cabidela para acentuar o sabor ou uma pitada de açafrão à caldeirada de enguias para lhe dar cor.
O meu instinto pede-me equilíbrio e suavidade. O doce e ácido na medida certa. Por isso o meu vinagre de eleição é o vinagre balsâmico de Modena Gallo. Mais elaborado na sua produção que outros vinagres, é mais aromático, com o sabor agridoce no ponto certo.
Ideal para temperar saladas mas que combina na perfeição com pratos de carne.
E é essa magia que acontece na receita de hoje. Um bife tenro, rústico e saboroso que poderia brilhar apenas com umas pedras de sal, mas que decidi cobrir com um molho cremoso com o toque inconfundível do vinagre balsâmico de Modena.
Porque uma refeição simples e rápida pode sempre ter um toque especial!
Podem encontrar esta receita no site da Gallo, assim como as receitas de outras bloggers com quem passei um dia fantástico!

Obrigada Gallo por este desafio:)




segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Amêijoas com chouriço

Depois do último post aprendi que não devia dizer muito alto que gostava de mudanças.
Julho acabou com uma nova mudança, algo que já previa mas não tão cedo.
E, por incrível que pareça, não desesperei. Não pensei que o Mundo acabaria nesse dia, muito pelo contrário.
Uns dias depois entrei em modo férias e rumei a Espanha numa espécie de roadtrip (quero muito muito falar-vos sobre esta viagem. Gostavam?) e voltei ainda mais calma e serena.
Confesso-vos que às vezes nem me reconheço. Sempre fui demasiado impulsiva e dramática. Apesar de gostar de mudanças entrava sempre numa espécie de desespero e drama. O tempo e a idade (e o esforço que tenho feito nos últimos anos para me tornar numa pessoa melhor, mais segura e determinada) têm feito algum efeito. Aos poucos, sinto-me mais serena e consigo relativizar melhor as coisas. Há demasiadas tragédias reais para fazermos dos nossos percalços um drama.
Por isso, vou aproveitando o Verão, os petiscos e os amigos. Porque a vida são 2 dias :)
























Podem encontrar esta receita e a sua história no site Histórias Felizes para Comer da Coca-Cola Portugal.
Ingredientes:
1,5kg de amêijoas frescas
150 gramas de chouriço
5 colheres de sopa de azeite
2 cebolas
3 dentes de alho
Sal, piri-piri, vinho branco e salsa fresca q.b

























Preparação:

Depois de bem lavadas, deixe as amêijoas de molho durante 1 hora cobertas de água com 1 colher de sal.
Numa panela grande refogue a cebola picada e os dentes de alho esmagados.
Quando a cebola ficar translúcida, junte o chouriço cortado em rodelas e piri-piri a gosto.
Adicione as amêijoas escorridas e regue com um pouco de vinho branco. Tape e deixe cerca de 10 a 15 minutos até as ameijoas abrirem, mexendo de vez em quando.
Sirva com salsa ou coentros picados.