terça-feira, 27 de outubro de 2015

Esparguete integral com abóbora, espinafres e bacon

Podia falar sobre toda a magia que os dias de chuva nos proporcionam.
O barulho das gotas contra o vidro, uma chávena de chá bem quentinho para acompanhar todo aquele espectáculo e seria um dia perfeito.
Ou não! 
Não sou grande fã de chuva principalmente quando tenho de sair de casa, transportar material pesado de um lado para o outro, abrir e fechar o guarda-chuva vezes se conta.
Às vezes costumo brincar e dizer que, como não gosto de chuva, quando menos preciso dela, ela brinda-me sempre com o pior dos seus dilúvios.
Lembro-me sempre de um casamento (podem ver aqui) em que choveu torrencialmente durante todo o dia e toda a noite ou uma sessão de despedida de solteira em pleno Junho, que chovia tanto tanto que acabámos abrigadas em plena Estação de S.Bento.
Claro que a chuva faz falta. Os meus pais e avós sempre me ensinaram isso. Tudo faz falta.
Mas não gosto! Está dito!

Ingredientes (para 2):
200 gr de esparguete integral
1 cebola picada
80 gr de bacon cortado em cubos
150 gramas de abóbora cortada em cubos
1 "mão-cheia" de espinafres frescos
1/2 malagueta picada, sem sementes
2 colheres de sopa de queijo quark(pode usar natas)

Preparação:
Coza a massa conforme as instruções da embalagem. Reserve.
Refogue a cebola num fio de azeite e junte o bacon e a malagueta.
Mexa bem e adicione a abóbora e deixe cozinhar até ficar tenra (acrescente um pouco de água se necessário). Tempere com um pouco de sal, se necessário e pimenta.
Adicione os espinafres, mexa bem e junte o queijo quark.
Envolva esta mistura à massa já cozinhada e sirva.





terça-feira, 20 de outubro de 2015

Caril de batata-doce com grão e espinafres

A minha avó tem o velho hábito de contar histórias antigas à mesa. Histórias que já foram contadas dezenas de vezes mas que ela pensa que nunca as contou.
Um clássico é a história do bacalhau. Quando os meus avós se casaram, viviam com bastantes dificuldades, trabalhando dia e noite. Certo dia, a minha avó lembrou-se de cortar a posta de bacalhau e servir metade ao meu avô. Ora, ele ficou furioso e disse que nem que corresse meio Mundo mas na comida não se cortava.
Ora comigo a história foi outra. Para que não pensassem que tratava mal o Mr. Frango resolvi "engordá-lo" logo no primeiro mês de vida conjugal. Não queria ouvir "ah...a Naida não trata bem de ti, estás tão magrinho, eu logo vi que aquele blogue é um flop"
Pois, engordei eu também. Por arrasto. Não por causa do que se comeu em casa mas de todo um conjunto de festas, férias e jantares que ocorreram no Verão.
Na verdade a culpa nem foi minha mas eu assumo-a para que todos pensem que o trato bem.
A primeira estratégia funcionou, passo à segunda: Habituá-lo a comer o que gosto!
E aqui chegamos ao dia em que digo: Adoro pratos vegetarianos! Vou fazer de vez em quando, ok?
Ao que ele responde: detesto comidas vegetariana!
"Detestas? Como assim?"- perguntei eu, incrédula.
Ao que ele me responde: "Comi uma vez e não gostei. Não gosto nada de soja, tofu e essas coisas"
Lembrei-me logo da bolonhesa de soja que tinha feito na semana anterior. Ele tinha comido. E gostado. Mas ignorei. Limitei-me a perguntar se gostava de legumes. Resposta óbvia. Adora.
Pois então, legumes da horta :)
Ingredientes:
2 cebola picada
1 malagueta vermelha picada (sem sementes)
2 batatas-doces cortadas em rodelas
400 gr de grão-de-bico cozido
2 tomates maduros
200 gr de espinafres
400ml de leite de coco (quando não tenho uso leite normal com 1 colher de sopa de coco ralado)
1 colher de sopa de caril (uso deste da marmita)
100 gr de cogumelos laminados
azeite e salsa ou coentros picados q.b

(Receita ligeiramente adaptada do Jamie Oliver)
Preparação:
Refogue a cebola em azeite e adicione o caril.
Junte a malagueta, a batata-doce, os cogumelos e o tomate bem picado.
Mexa bem e acrescente 200ml de água. Deixe cozinhar cerca de 15 a 20 minutos, até a batata-doce estar cozida e o molho espesso.
Adicione o grão e o leite de coco, deixe ferver e junte os espinafres e cozinhe até estes murcharem.
Polvilhe com coentros ou salsa e sirva com arroz.
É um óptimo prato para congelar as sobras :)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Tostas de feijão-verde e queijo feta


E pronto, chegou o Outono.
Dizer que o Verão passou num abrir e fechar de olhos não é novidade para ninguém.
Por estes lados passou depressa demais, mas foi muito, muito bom :)
O Outono chegou com novos projectos (estou em pulgas para vos contar :D) mas também me mostrou o melhor de viver junto à praia :)
Acabou a confusão de pessoas, carros, filas! O sossego e o silêncio convidam a maravilhosas caminhadas ao final do dia. E como a luz do pôr-do-sol é linda :)
Na volta, vou passando pelo campo, e ir a casa dos meus avós é sempre sinónimo de caixotes de legumes e frutas. Não há que enganar! Estamos em pleno Outono!
Dióspiros com fartura, cenouras, couves. É altura de dizer adeus aos tomates e ao feijão-verde. Para o ano há mais.
O último da época resignou-se a este "snack" para dias preguiçosos ao sofá (era bom era :)
Bom fim-de-semana :)
























(Receita ligeiramente adaptada da revista anual Jamie Oliver)
Ingredientes:
Para 4 a 6 tostas
1 colher de sopa de azeite
1 cebola pequena picada
150 gramas de feijão- verde laminado
fatias de pão
queijo feta a gosto
sementes de sésamo

Preparação:
Numa frigideira anti-aderente salteie a cebola finamente picada. Junte o feijão-verde e salteie durante cerca de 5 minutos ou até estar tenro mas crocante. Mexa sempre.Tempere com sal e pimenta a gosto.
Torre o pão e por cima disponha o feijão-verde e o queijo feta.
Regue com um fio de azeite e sirva.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

4 anos de blogue e um bolo de chocolate!


4 anos! 4 anos!

A minha mãe costumava dizer sempre, em tom de desabafo, que eu nunca acabava o que começava! Talvez fosse um daqueles defeitos que responsabilizamos aos signos. Gémeos! Ora uma típica nativa de gémeos gosta de experimentar muitas coisas ao mesmo tempo :)
A meio ficavam os bordados, os livros, as arrumações.
"Tiveste muita sorte, terminei a licenciatura e o mestrado", respondia eu na brincadeira.
E termino sempre aquilo que me desperta paixão, entusiasmo e que gosto verdadeiramente. Nesses casos, não termino, continuo vida fora.
Esta semana pensei sobre o que me faz continuar "o meu franguinho". E isso levou-me a pensar nestes últimos 4 anos.
Quando comecei o blogue, à semelhança de outros que tive, não queria que soubessem que eu era a autora. Tinha vergonha. Não sei se era vergonha, mas tinha receio sobre o que as pessoas que me conheciam iam pensar.
Aos poucos fui-me "revelando" e os amigos foram descobrindo este espaço. Ninguém disse "mas tu não és chef, porque raio tens um blogue". Não. Acharam piada. Gostaram!
Comecei a ver muitos blogues, muito pinterest, e lembrei-me que a reflex podia fotografar comida e não apenas pessoas.
Conheci pessoas. Dei-me a conhecer.
Sempre entendi que os blogues são reflexos de nós mesmos. Daquilo que gostamos, do nosso estado de espírito, do nosso meio. Por isso, sempre defendi que há espaço para todos. A blogosfera é imensa, mesmo que 10 blogues tenham a mesma receita, ela será apresentada de forma diferente em cada um deles. A fotografia é diferente, a visão é diferente, as palavras são diferentes.
A cada dia que passa nascem novos blogues, alguns deles muito bons. Fico impressionada com o que vejo, quem me dera que os meus primeiros 50 posts tivessem metade da qualidade de muitos que hoje começam.
A cada dia nascem também blogues sem alma, sem paixão, só porque sim. Porque ter um blogue é fixe e as marcas enviam coisas grátis para casa.
Continuo a acreditar que há espaço para todos, mas temos de nos saber respeitar. Não sei se penso assim porque estou habituada a trabalhar em equipa, e quem trabalha em equipa sabe que juntos vencemos. Olhar apenas para o nosso umbigo de nada serve.
Há dias em que a blogosfera me desilude mas há outros, felizmente quase todos, que me traz muitas alegrias.
Obrigada a todos os que estão desse lado.
Obrigada mesmo!
Let´s celebrate! With a Cake!

(Receita retirada deste site)
Ingredientes:
6 ovos +1 clara
200 gramas de farinha
1/4 de chávena de cacau em pó
300 gramas de açúcar
1/2 colher de chá de sal
150 gramas de manteiga
3/4 chávena de café à temperatura ambiente
1 colher de chá de fermento

Recheio:
1/4 chávena de açúcar
2 colheres de sopa de cacau
1 colher de chá de café
200 gramas de manteiga à temperatura ambiente

Glacê:
180 gramas de chocolate negro
4 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de licor (usei licor de chocolate)- opcional
Preparação:
Separe as gemas das claras.
Bata as gemas e misture com a manteiga e o café.
Num recipiente à parte misture a farinha, o cacau, 150gramas de açúcar e o fermento. Faça um buraco e adicione a misture das gemas.
Misture bem.
Bata as claras e junte o restante açúcar. Envolva as claras no preparado anterior.
Coloque numa forma untada e leve ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 40 minutos ou até estar cozido.
Para o recheio, misture bem todos os ingredientes e leve ao frio.
Para o glacê, derreta o chocolate com a manteiga e acrescente depois o licor.
Deixe o bolo arrefecer e corte em 2 ou 3 camadas, conforme prefira. Coloque o recheio e por cima do bolo coloque o glacê.
Decore a gosto.